Arquivo para Pseudo cult

Eu nunca disse que era cult

Eu nunca disse que era “cult”.. .
Essa balela de ler Sartre é para comentar nas rodinhas de cerveja. Nunca consegui terminar “A Náusea”.

Eu nunca disse que era “cult”.. .
Não queria ser jornalista desde criancinha. E, na verdade, nunca consegui ler o jornal de domingo inteiro.

Eu nunca disse que era “cult”.. .
Dizem que faço parte do quinto poder. Mas ninguém me contou ainda quais são os outros quatro.

Eu nunca disse que era “cult”.. .
Conto nos dedos quantas vezes fui no samba. Perco a conta de nights em que o som predominante era o pancadão.

Eu nunca disse que era “cult”.. .
Só porque já vi Stanley Kubrick não quer dizer que conheço Godard. O único filme que decorei falas foi Bridget Jones.

Eu nunca disse que era “cult”.. .
Uísque não existe no meu vocabulário. O que salva meu dia é uma cerveja gelada.

Eu nunca disse que era “cult”.. .
Blusas listradas não existem no meu guarda-roupa. Troco qualquer All Star por uma sandália de couro.

Eu nunca disse que era “cult”.. .
Não daria pro Chico Buarque. Se é pra pegar coroa, prefiro uma noite com Edson Celulari.

Eu nunca disse que era “cult”.. .
De francês só sei falar abajour. O inglês já vai mal, obrigada.

Eu nunca disse que era “cult”.. .
Minha literatura finge divagar sobre a vida. No entanto, poderia ser vendida que nem aqueles livrinhos de banca de jornal.

Eu nunca disse que era “cult”.. .
E mesmo assim você insiste em me ver desse jeito.
É que dizer-se “não cult” já o faz ser . Não há nada mais cult do que a negação da própria existência e a tentativa de liberdade na prisão de rótulos.

Pronto. Já disse algo cult.

Dedicado à você.

Comentários (11) »

Um botão, ou uma chapinha?

“Não sou do tipo que recebe flores. Sou do tipo que ganha cervejas”

E pode ficar tranqüilo que tal afirmação não vem acompanhada de amargura. Só que eu sou diferente do que você costuma ouvir.

Se quiser saber, me enjoei do perfume das rosas vermelhas. Prefiro o inebriante cheiro da cevada quando abro a tampa da garrafa.

E não é pra brincar de ser blasé.

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Mais algum nó?

Ah, desisto dos nós.
Ou de nós?

Você pensa demais.
Mas ainda não.

Mas então, nada de nós
pra nós?

É, chega de nós.

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Versatilidade

Pra mostrar a minha capacidade de ser cult e profunda uma poesia neo-concretista-barroca com pitadas de realismo e academicismo cartesiano de minha autoria.

Babaca

Juntei os cacos, babaca, juntei
Juntei ca baba, sua baba babaca, juntei
Arrumei outra baba, babaca, arrumei
Porque quebrar o que estava inteiro?
Ah seu babaca
Juntei os cacos, babaca, juntei

OBS: Escrito no mesmo domingo de “A Maçã Envenenada” (eu tava inspirada e pseudo melancólica)

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